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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu quero te ver...


Sinto o sol de inverno invadindo minhas pálpebras fechadas
Uma silhueta cercada de penumbra me aguarda a acordar
A continuação da história é refletida na primavera dos sonhos.
Se eu acordar... eu irei te ver?

Este adorado e doloroso sonho arranca o meu coração
No silêncio umidecido pelo orvalho noturno
Mesmo que a tristeza eterna me leve.
Se eu chorar... eu irei te ver?

Envolvido pelo cheiro das rosas está o labirinto das memórias distorcidas
Ah se eu pudesse realizar apenas um desejo
Gostaria de que o tempo fosse preso por teias de aranha
E as lembranças que envolvem você
Fossem guardadas numa caixinha de prata.
Se eu dormir de joelhos encolhidos... eu irei te ver?

Minhas lágrimas frias procuram pela sua luz
Que me diz um leve e inseguro adeus
A escuridão me bloqueia até você
Minha saudade foi bordada à mão.
Se eu me render... eu irei te ver?

Estas pequenas palavras dançam uma valsa para você
As palavras sussurradas escondem-se na melodia
Meus olhos prendem-se à memória dos seus lábios
Mas meus ouvidos continuam mudos
Eu preciso te ver...

Sem rumo
Eu vou costurando minhas dores
Por entre os fios vermelhos do destino
A eternidade com a qual eu sonhei
Nunca florescerá, encoberta com cinzas
A minha agonia rasgada é uma borboleta invertida
Mesmo se eu morrer... eu ainda desejarei te ver...

By: Bruno

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