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domingo, 27 de outubro de 2013

Os conquistadores

Mais concretas que as asas dos anjos
As hélices percorrem os céus
Retirando das horas os véus,
Inúmeros como seres andrajos.

E como se sentissem que o tempo foi embora,
Sem a pretença vontade de substituir
As estrelas, que já não vão mais nos acudir
O céu claro os acolhe e com eles corrobora

Com sede de horizonte ou de lucro
Voamos como besouros por entre as nuvens mudas
Metalizados em nossos potentosos invólucros

E os que ficam para trás, são hipnotizados
Nunca com as borboletas e seu voo surdo 
Mas com os excelsos edifícios helicopterizados.

By: Bruno

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