quarta-feira, 9 de março de 2016

Esperança



Queria ter memórias como as tem
Os antigos romanceiros; e sob beijos,
Tecer versos de amores sem o desdém 
De nós modernos, sobre o ser alheio.

Num viver tomado de febril loucura
Ousar amar com total liberdade
E olvidar a falta de sobriedade
Em versos sem falsa candura.

Não canso, a procurar nos abraços;
Numa rosa sem espinhos doloridos,
O ressoar do eco destes meus passos.

Mas onde estará tal doce quimera,
A bradar muitas vidas coloridas
E não me deixar mais no quem-me-dera?

Bruno Borin

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