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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ao sabor das vagas, sigo!


Como pulsa esse eterno desalento
De ser a vida tão breve momento:
Nau a navegar em infindos oceanos,
Sem lugar para pousar os ânimos.

Tempestuoso céu, asas feridas;
Minhas lágrimas são o que resta
Das cores que o futuro m'empresta,
Ao sonhar de mãos tão erguidas.

Saudade é vestígio de bonança
Em um horizonte iridescente 
A bradar terras que a vista alcança;

Terras a povoar com lampejos
De luzente amor e cadente desejo
Até esquecer a dolente incerteza.

Bruno Borin

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