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sexta-feira, 10 de agosto de 2012


Colocarei até a ortografia nas mãos do carrasco,
Pois há um belo retrato a ser feito
Nas bruscas interrupções do pretérito imperfeito

Que nasce de um raciocínio falso
Pretenso e orgulhoso sobre si mesmo
Do animal idólatra construindo a esmo

A idolatria de um amor que é subtraído
Estúpidamente das coisas essenciais
E distribuído entre as criaturas banais

É possível que as anedotas da virtude
Ao beijar uma nuvem
Prejudiquem o ser e o tornem rude

Soletrando internamente o egoísmo
Dignificando o imoralismo do frenesi cotidiano
Até sentir intensamente o amargor do engano

Até que o único traço da personalidade
Seja o sangue evaporado
E uma alma não muito elevada.

E este é o retrato: a natureza pela natureza
Vértebra por vértebra, instinto fluido
Processo findo, decisão proferida.

By: Bruno

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