quinta-feira, 14 de junho de 2018

Soneto do dormir junto


                                 - À João V.

Dedilho em seu ventre
A descoberta do amor,
Muitos mistérios entre
Os cânticos de clamor

E as vidas que nos juntam,
Na roda da fortuna, a girar,
Tão novas melodias a cantar,
As razões que nos caminham!

Um soneto não há de resumir
O que há tanto tenho sentido!
Mas em meu singelo bramido:

Expresso o que vêm remexido;
A cada acorde que se põe a luzir
A vidinha de amor a se conduzir...

Bruno Borin

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