segunda-feira, 3 de junho de 2013

Assim

Me sinto assim, míope da cabeça
Com o tempo de mão dada comigo
O desfoco é um foco amarrado num rio
Sem função de rio e nem de foco
Apenas de nado em si
Sem também ser peixe
Porque o tempo não tem guelra
E nem barbatana tem, o foco.

Nasci com uma aparelhagem estranha
Desvê sempre que meu desejo cria cor
Achando um abuso ter sensatez,
No lugar, puseram apenas uma pálida luz
E por pudor de ter pudor
Confundo na boca o sabor do pavor
Que se mete em mim
Toda vez que eu incorporo
A tenra voz da incerteza
Que tenho misturada à minha própria.

By: Bruno 

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