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quinta-feira, 14 de março de 2013

Neste dia

Neste dia eu não me traduzo
Nem procuro no Lambrusco
A verve da minha hemoglobina
Que insiste em não falar da rotina

Neste dia eu não metaforizo
Eu apenas do ar, vaporizo
Porque são apenas de rabiscos
Que eu muito preciso

Neste dia eu apenas declamo
A sustentação oral da minha lide
O meu ríspido revide
À vida que me embalsama

Neste dia lanço a incógnita
Abro mão da certeza ambulante
Quero a mutação transitante
Quero do amor a louca estética

Que nasce renovada mas é inerente
Tão inconsequente 
Incorpórea, luminescente
Jamais evanescente

Porém quero que este dia se finde
E que a minha imagem seja refletida
Na neve convidativa dizendo: "Vinde!"
Para a enseada delineada dos Seus mares castanhos.

By: Bruno

Um comentário:

  1. Como sempre nos presenteando com belos e enfáticos textos.

    Abraços.

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