Voam voam de árvore em árvore
De campo em campo
Desde onde a grama é verde
Para onde a terra oculta
O mortos que nós rejeitamos
Casca vazia se tornam
E jogamos fora
Voam voam
De onde as nuvens
Não enxergam umas as outras
Então choram as lágrimas
Que chamamos de chuva
Voam voam
Cegos e desnorteados
Pelas poluições da cidade
Por prédios sem saberem o que são
Selva de concreto e malhas ferroviárias
Voam voam
Pardais pelo mundo
Pardais em apelido
Pardais passarinhos
Que visitam o dia
Que a noite ausenta
Botam ovinhos de esperança
Na natureza destruida
Voam voam
Para a morte e para a vida
Para a incerteza e para a loucura
E que sejam almoço apetitoso
Que sejam veneno mortal
Voam voam
Cansei!
By: Bruno
sábado, 30 de abril de 2011
Punhal do Diabo
Esperavam no chão
Um banco, uma faca e um menino chorando
E havia madeiras
Satanás proferia coisas em meu ouvido
Mas eu gritava: Eu faço o que quero!
E abafava a voz infernal
Tudo aguardava o fogo
O fogo, glorioso fogo
Que se incendiou primeiramente em minha alma
Em seguida nas madeiras
Carbonizavam agonizantes
E o menino implorava
E as chamas cresciam
A rua se cobrindo com o véu da minha peripécia
Os vizinhos preocupados
E seis, talvez sete
Vezes que eu me furava com canivete
Respingos espalhavam o carmessim em meu rosto
E o Diabo, que resolvera apenas assistir
Ficava extasiado
Só segurando um punhal desconfiadamente
E o menino quando entrou
Extinguiu o fogo disciplinarmente
Me senti num castigo
Mas acatei...
By: Bruno
Um banco, uma faca e um menino chorando
E havia madeiras
Satanás proferia coisas em meu ouvido
Mas eu gritava: Eu faço o que quero!
E abafava a voz infernal
Tudo aguardava o fogo
O fogo, glorioso fogo
Que se incendiou primeiramente em minha alma
Em seguida nas madeiras
Carbonizavam agonizantes
E o menino implorava
E as chamas cresciam
A rua se cobrindo com o véu da minha peripécia
Os vizinhos preocupados
E seis, talvez sete
Vezes que eu me furava com canivete
Respingos espalhavam o carmessim em meu rosto
E o Diabo, que resolvera apenas assistir
Ficava extasiado
Só segurando um punhal desconfiadamente
E o menino quando entrou
Extinguiu o fogo disciplinarmente
Me senti num castigo
Mas acatei...
By: Bruno
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Tempo de amar

O Sol por trás da lua, brilhará mais do que qualquer amor
A canção de inverno demarca a queda das pétalas de cerejeira
É tempo de celebrar os amores
Mesmo que escolhes somente amar
As pétalas cobrem o chão em que o amor pisará
A cada passo as árvores choram mais pétalas emocionadas com a pureza
A pureza que roubam de você
E eu escolho amar o amor
Porque ele me traz o pouco de você que nunca tive
O muito de você que nunca terei
E a coragem que sempre esperei
Mas que nunca me escureceu os olhos.
O quanto de você me é permitido lembrar?
A brisa que carrega as pétalas que se despreendem
Também carrega gentilmente o doce cheiro dessas lembranças
Em puros gestos esse novo tempo flui
Sob a lua cheia, festejamos
Encontramos entre a luz de um luar puro e o brilho das pétalas
O tempo de amar
By: Bruno & Maykel Paiva
Uma parceria entre um maldito e um ultrarromântico, me sinto lisonjeado por isso!
Obrigado tomodachi por essa oportunidade!!!!
O buquê horrendo
1
De todas as cousas
O aspecto singular da solitude
Em eternal voluptosidade
Recobre-se de animosidade
Desenham-se crianças à lousa
Retratos sem busto
Arqueótipos malemolentes
Trovejos valentes
Em vão escondidos no arbusto
Correm, fogem
Trôpegos, exaustos
Opulentos de um horror descomedido
2
Eis o caos
O martírio das flores sem nome
Termina a métrica, começa a horrenda partida
Quem teme mais, vive mais
A realidade embarca-me em escrita
Não posso, não posso
Escrevo fastigiosamente
Não me arrependo
Parto da métrica
Para o livre
Para narrar o medo dos seres
O enegrecimento das rosas sem abelhas
Não há o que dizer
Só há medo
Só há o horror
De participar de uma realidade sem ideias
Assassinamos o intelecto
Massificamos a mente
Há em mim a inquietude
Da jovem resistência
Ardência em vão
Pois nem o demônio bolou
Algo tão nefasto
3
Só humanos
Para plotarem contra humanos
Vergonha desalenta
Montantes enérgicos de palavras
Um poder jamais utilizado
Numa atualidade criminalizada
Não há mesmo o que dizer
Só há a revolta
Contra a realidade
Cruel, idiotizante
Imbecilidade amórfica
Um pré-modernismo exacerbado
Tentativa de crítica ao incriticável
Jaz na meia noite
Os vãos esforços
Que eternizam-se
Despretenciosamente
Intencionalmente.
By: Bruno
De todas as cousas
O aspecto singular da solitude
Em eternal voluptosidade
Recobre-se de animosidade
Desenham-se crianças à lousa
Retratos sem busto
Arqueótipos malemolentes
Trovejos valentes
Em vão escondidos no arbusto
Correm, fogem
Trôpegos, exaustos
Opulentos de um horror descomedido
2
Eis o caos
O martírio das flores sem nome
Termina a métrica, começa a horrenda partida
Quem teme mais, vive mais
A realidade embarca-me em escrita
Não posso, não posso
Escrevo fastigiosamente
Não me arrependo
Parto da métrica
Para o livre
Para narrar o medo dos seres
O enegrecimento das rosas sem abelhas
Não há o que dizer
Só há medo
Só há o horror
De participar de uma realidade sem ideias
Assassinamos o intelecto
Massificamos a mente
Há em mim a inquietude
Da jovem resistência
Ardência em vão
Pois nem o demônio bolou
Algo tão nefasto
3
Só humanos
Para plotarem contra humanos
Vergonha desalenta
Montantes enérgicos de palavras
Um poder jamais utilizado
Numa atualidade criminalizada
Não há mesmo o que dizer
Só há a revolta
Contra a realidade
Cruel, idiotizante
Imbecilidade amórfica
Um pré-modernismo exacerbado
Tentativa de crítica ao incriticável
Jaz na meia noite
Os vãos esforços
Que eternizam-se
Despretenciosamente
Intencionalmente.
By: Bruno
quarta-feira, 27 de abril de 2011
A redenção das pétalas
Minhas mãos gélidas procuram mais espinhos para se encravarem, não sei o que há neste hábito, mas traz o conforto da dor. Dor esta que alcança os limiares do psicológico. Por mais que meu sangue escorra por entre meus dedos, sei que na pequena poça que se formará envolta dos meus joelhos, estará o reflexo de um gesto puro.
A ausência da dor me causa náusea e estranheza, talvez seja a redenção das pétalas, que finalmente se notaram sem espinhos, portanto sem defesas. Elas aplicam uma leve mágica em meu morbo corpo, transportam-me para uma zona de imaginação morta, porém rica em vida e realizações. Me encontro atazanado, todavia purificado, diante de uma porta madrigal de esperanças renovadas e respirações tranquilas. A visão de um futuro sem caos.
By: Bruno
Acho que primeira no que diria "prosa poética" comentem ^^
A ausência da dor me causa náusea e estranheza, talvez seja a redenção das pétalas, que finalmente se notaram sem espinhos, portanto sem defesas. Elas aplicam uma leve mágica em meu morbo corpo, transportam-me para uma zona de imaginação morta, porém rica em vida e realizações. Me encontro atazanado, todavia purificado, diante de uma porta madrigal de esperanças renovadas e respirações tranquilas. A visão de um futuro sem caos.
By: Bruno
Acho que primeira no que diria "prosa poética" comentem ^^
A poça de Sangue

Sobem pelo ar
Bolhas sombrias
A cutucar os narizes carrancudos
O´h ar nefasto
Atravessais a tranquilidade
Como o punhal que o Diabo
Encravas nos corações virginais da humanidade
Sobe pelo ar
Bolhas esquizóides
Uma a uma, as pessoas são contaminadas
A poça se torna rubra
Coberta de sangue inocente
E sobe pelo ar
Muitas outras coisas nojentas
Até os anjos malquerem a poça
A poça, A poça
O que é a poça?
São os pecados descartados?
São os medos de morte?
A criança enlameia-se na poça
Mal sabe ela, que espalhas o mal
A cada gota do sangue em sua roupa
É um centímetro a menos de inocência
Mais uma alma corrompida
Para a minha magnânima coleção
By: Bruno
terça-feira, 26 de abril de 2011
Poète Maudit

O sangue negro que escorre pelas minhas artérias
Combina com a treva que cobre assombrosamente a lua
Vagando mórbidamente pela rua
Observo languidas no ar, estranhas matérias
Cousas atmosféricas roubam minhas histerias
A cripta infernal que sempre buscou a minha alma
Regozija dentro do meu coração em valsa
Enquanto seres em redor engolem-se em hipocrisias
O Rítmico soluçar da nascente
A liquidez demonológica do meu ser é um choque
Devo adquirir um silêncio abissal mesmo que eu me equivoque
Sobre a fatal realidade em ignorância fluente
Sou, afirmo e reafirmo
Eu sou um poeta maldito e confirmo
Tenho o direito a essa calamidade
Recheado de ambiguidade
Minha malignidade é minha inconstância
Aqui jaz uma ironia delével
Posto que sou antro de alucinações absurdamente indelével
Maquiavélico, eloquente, poeta e mortal
Não posso evitar, de ser eu!
By: Bruno
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Thanatos

Do amor que arde em meu ventre
De toda a paixão que escurece minhas veias
Tu és a fonte dos meus pequenos desejos
Fonte da minha luxúria egoísta
Tudo rola em um mistério revoltante
Aposto minha amaldiçoada alma
A ti óh personificação da minha gloriosa danação
Quero provar da sua carne
Da quietude do seu ser
Dos mistérios da sua mente
Cubra meu destino com suas asas manchadas
Beba do meu sangue
Suas palavras duvidosas me escravizam
Seria inebriante morrer por suas pequenas mãos
Mãos demoníacas e fastias
Porém delicadas ao meu ver
Teu perfume singido de rosas negras
Me intoxica langorosamente
Você mascara tão bem toda essa perversão
Com um sorriso puro
Isso me enfeitiça
Me mate
Não importa a moralidade
Não importa o pesar da sociedade
Apenas mate-me
Assim serei seu por toda eternidade...
By: Bruno
sábado, 23 de abril de 2011
Je Te Veux

I
Firmo meus pés no chão
Para que os teus possam flutuar em um mundo de sonho
Tua tez é tão úmida quanto o saudoso vento da minha infância
É do âmago da sua carne que extraio meus mais valiosos sonhos
Tuas mãos inseguras seguram o fio da minha vida e nem percebes
A pálida luz alumia seu pequeno corpo de forma tão pura
Que me faz sentir menos maldito
Embora eu não mereça o céu, eu te acompanharia até lá
Se me fosse possível
Eu quero sofrer as piores torturas
Quero morrer mil vezes
Para te privar de sentir uma gota sequer do amargor da vida
Não há a métrica, não há mais palavras
Há somente uma tarde de verão imaginária
Em que passamos juntos
Durma, durma para que nossos sonhos sejam ligados
Enquanto eu pego as poucas estrelas do céu
Para forrar o chão em que você poria os pés quando acordasse
Cada suspiro seu me é uma respiração inebriante
Me sinto a um passo além da existência
Um passo para a alcova que me domina
Que me apaga sem me riscar
Que me desata
Sem a vida perceber
II
Eu sou uma pequena imagem borrada
Uma imagem que sonha com você dia e noite
Um clarão de poucas luzes
E um céu de poucas estrelas
Tenho uma rendição resguardada em minha sombra
Mas não posso usá-la
Porque eu não posso parar de sonhar
Eu quero sentir suas dores
Para que você não saiba que elas existam
Eu quero devorar o tempo
Para que você não o sinta passar
Quero bater minha asa
Para que você saiba o que é a brisa de verão
Eu quero desenhar as cores com a treva do meu ser
Para que teu mundo nunca seja incolor
Quero ser da chuva as pequenas gotas gélidas
Que tingem sua alma de uma alegria indescritível
Quero ser cada palavra que repousa no seu desconhecimento
E quando chegar a sua noite de rendição
Quero estar no seu lugar
Para que eu receba a sua punição
E assim sua alma regozige no céu sem amargor
By: Bruno
Pequeno Desejo
Acordo suspirante
Sua imagem percorre minha cabeça
As palavras embaralham na minha boca
Olho para o lado e confirmo ter sido um sonho
Cada vez mais versos se fazem existentes
Devido a você existir
A cada respiração tua
É um passo meu para a danação
Sinto que o tempo passa muito depressa
Quero roubar um dos seus sonhos
Para delirar com ele à vontade
Sem medo e sem confusão
A lua pára para assistir
A esse pequeno devaneio meu
Enquanto o resto continua fluindo
O sol lacrimeja sob o meu pequeno desejo
Que é morrer sobre o seu peito
Pois eu não consigo respirar mais
Você pode ouvir minha voz?
A voz que pensa somente em você
Em meio a chuva que insiste em me envolver
Em solidão
By: Bruno
Sua imagem percorre minha cabeça
As palavras embaralham na minha boca
Olho para o lado e confirmo ter sido um sonho
Cada vez mais versos se fazem existentes
Devido a você existir
A cada respiração tua
É um passo meu para a danação
Sinto que o tempo passa muito depressa
Quero roubar um dos seus sonhos
Para delirar com ele à vontade
Sem medo e sem confusão
A lua pára para assistir
A esse pequeno devaneio meu
Enquanto o resto continua fluindo
O sol lacrimeja sob o meu pequeno desejo
Que é morrer sobre o seu peito
Pois eu não consigo respirar mais
Você pode ouvir minha voz?
A voz que pensa somente em você
Em meio a chuva que insiste em me envolver
Em solidão
By: Bruno
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