terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um criado mudo

Palavra realmente interessante para descrever e relacionar a funcionalidade que esta peça de madeira representa, executa em um quarto.Por vezas a gata passeia provocativamente sobre ele, importunando a ordem daqueles itens solitários, como estátuazinhas de gatinhos, um abajur meramente decorativo, uma ampulheta que não conta os minutos do resto da vida de ninguém da casa e umas pedrinhas salpicadas juntos aos inúmeros livros empilhados a espera da apreciação de suas histórias.Uma gaveta foi largada aberta desde o início desta competição, e o homem distante fala sozinho.
-Tem nada para ver na televisão, -E em seguida mastiga sua comida.

By: Bruno

sábado, 18 de setembro de 2010

"Só a dor traz o sentimento de revolta, junto com as oportunidades de progresso"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Show da Diana Krall


Quiet Nights... foi em resumo uma noite ótima, teve até uma briguinha numa mesa perto da minha, que fez a cantora olhar para nós, me pergunto se ela me viu...
Voltando para casa de madrugada, na última lotação, minha mãe deu 10 reais a um motorista de uma lotação e ele desviou da rota e trouxe-nos em casa! Lembrem-se sempre de subornar o motorista se for a última lotação da noite gente, sempre funciona!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Reila

Desde que eu te conheci, quantos machucados eu suportei? E quantos me suportaram?
Queria que você contasse só pra mim quando estivesse deprimida, e não pra todo mundo
A verdade foi queimada nos meus olhos
O que é você; imobilizada pelo silêncio, pensando?
Eu não preciso de uma razão se ao menos você a retornasse para mim

O quão mais é você; que se tornou nada
Mais machucada do que eu, que fui deixado para trás
Mesmo que nada tenha começado
Mesmo que eu ainda não tenha dito essas palavras à você
Em algum lugar

Reila...
Mesmo se eu tentar dizer o seu nome
esta voz não te alcançará
Reila...
Abra seus olhos e sorria para me mostrar que foi tudo uma mentira...

Vamos à algum lugar amanhã, se for um lugar que você deseja ir
Eu irei até lá, não importa onde seja

Você sempre foi assim, desde que eu me lembro
Você estava indo pra algum lugar
Mais uma vez me deixou pra trás e correu sozinha
Não posso mais te alcançar, não posso mais te alcançar
Mesmo já tendo te encontrado
Tudo que eu guardei dentro de mim transbordou
Tornou-se lágrimas e vazou

Reila...
Essas palavras que eu não pude dizer
Reila...
Eu canto-as pra você aqui e agora
Reila...
Eu te amo mais do que qualquer um
Reila...
Eu te amo, eu te amo...

O quarto em que nós dois estávamos está do mesmo jeito de antes
eu não tranquei a porta pra você poder voltar pra casa à qualquer hora
Estarei sempre esperando por você, mesmo sabendo
Ainda posso ver sua figura abrindo a porta

Amanhã você certamente voltará pra casa, certo?

Por: The Gazette

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Espanhol faz bem para a alma!

Le deseo volar

Sólo quiero amor y compartir todos mis sentimientos,
Conozco a un amor que puede fazerte olvidar la tristeza que te hace mal... Enamorado que de los sueños
vanos usted ha cumplido...
Si sólo hay que querer volar,
puede contar conmigo,
le doy todo mi apoyo ...
Si lo desea,
puede volar
alcanzar el cielo
sí se puede tocar el cielo
y también puede llegar
a las estrellas y yo en el amanecer.

...

Que la lluvia moja mi piel, pero nunca a mi corazón ...

Soy un chico enamorado de tu afecto
Me quedo con la respiración
de tu sonrisa
que me trae la felicidad ...
Dame gozo de verte,
no te olvides de quererte,
me sigue lloviendo en lágrimas,
porque te extraño amor
Y tengo tanto miedo de perderte en un instante...
Sólo sé que camino con su empresa,
mi divino ángel
con alas de cristal
me protege de todo mal ...

Autor: Fernando De Morais

domingo, 29 de agosto de 2010

Blue bird

Você diz que se pudesse voar,Você nunca mais desceria,
Agora você só tem olhos para àquele azul, céu azul

Você ainda tem que aprender o que a "tristeza" é
E só agora esta entendendo o que é "dor" Até o que sinto por você
Tem que ser expressos por "palavras"
Assim que você acordar de um sonho em um mundo desconhecido,Abra as suas asas, e tome vôo!

Você diz que se pudesse voar,Você nunca mais desceria,
Você é destinado àquelas brancas, brancas nuvens
Você sabe que se conseguir superar, vai encontrar o que procura,
Então, continue tentando se libertar,
Para àquele azul, céu azul
Azul, céu azul,



olhe, você está tão cansado de olhar para essa gaiola,
Que você está se jogando para fora,Sem nunca olhar para trás,
Isso faz você latejar e perder a respiração,
E você chutou a janela até abrir para fugir

Você disse que se pudesse correr,Você iria conseguir
Você está sendo tentado por àquela distante, distante voz
Deslumbrante, ela agarra sua mão
Até você perseguir o azul, céu azul

Eu compreendo que você está caindo,Mas, ainda assim, continue atrás da luz.

Você diz que se pudesse voar,Você nunca mais desceria,
Você está procurando por àquelas brancas, brancas nuvens,
Você sabe que se conseguir superar, vai encontrar o que procura,
Então, continue tentando se libertar, para àquele azul, céu azul.
Azul, céu azul.
Azul, céu azul.

de: Ikimono Gakari

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Castelo de areia

Construi um castelo de areia
em um mundo de silêncio
lamúrios ecoavam dentro do castelo
coleciono estrelas cadentes,
pois elas aquietam esses lamúrios
e o brilho se mistura ao cinza mudo,
se deteriorando junto comigo
tudo se torna aqueles lamúrios
que se refugiam silêncio eterno
naquele pequeno castelo de areia
ordináriamente padecendo
invadido vagarosamente
pelas trevas silenciadoras
que infestam esse mundo
desabitado e de um profundo e eterno silêncio

By: Bruno

sábado, 14 de agosto de 2010

Olho da sorte; olho do azar

Éramos três jovens, mas deles não darei muitos detalhes, pois o importante é a nossa estranha história. Sempre que voltávamos da escola, tinha um casarão velho, de aspecto sombrio, desse tipo que põe medo na maioria. Mais estranha era a habitante do lugar, uma mulher que sempre ficava na janela da casa e nunca abria os olhos. Diziam que ela ficava em todas as janelas da casa, ao passar da tarde. Muitos falavam que já a viram em duas janelas ao mesmo tempo, o que intrigava mais e mais o nosso grupo. Durante meses passávamos em frente ao casarão, inventando histórias malucas, mas nada mais maluco do que o que a realidade preparou para nos assolar.
Planejávamos por meses invadir aquele casarão, como um desafio, para que descobríssemos os mistérios ou apenas uma verdade triste. Ocupávamos todas as horas dos nossos dias refletindo uma oportunidade para entrarmos lá. Naquele dia lembro-me de ficarmos de tocaia na sorveteria que ficava em frente àquela casa sombria. Quanto mais olhávamos mais a rua toda parecia tomada por uma escuridão estranha e nefasta. Olhávamos atentamente, através do vitral daquele estabelecimento gélido, todos os movimentos daquela casa e por horas esperamos. De repente, debruçado sobre uma mesa escuto um grito bem animado:
-- É agora! -- o moleque mais alto gritava subitamente para instigar o mesmo ânimo nos outros.
Todos agora bem dispostos e ansiosos assistiam a estranha mulher bater o portão da casa com todo o ódio, e estranhamente andar com os olhos fechados, como se estivessem abertos, não esbarrando sequer em uma pedrinha. Todos esperavam encontrar a solução para o mistério daqueles olhos em algum objeto, ou algo assim.
O portão, nem foi considerado um obstáculo, sobrepujado que foi pela nossa agilidade juvenil. Em seguida, ultrapassamos a porta da frente e o mais estúpido disse que ela nem notaria o vidro quebrado já que nem abria os olhos. Todos repudiaram a ação, mas, mesmo assim, continuamos sem sequer pensar em reparar o dano. A sala era grande e suja, com farelos de pão nos cantos, como se tivessem sido varridos e deixados lá por preguiça, e havia também fiapos de poeira flutuando com graça por entre o grupo. Decidimos não nos separar, pois não havia luz e como as misteriosas janelas estavam fechadas de um jeito que não se podia abrir, parecíamos enclausurados lá. Todos se sentiam mal por causa do ar pesado de casa assombrada. Então "o do meio" sugeriu que subíssemos as escadas para ver os quartos, e fomos. Escolhemos a porta mais sombria, e com um encontrão, ela já estava se socando contra a parede. Lembro-me de ver um do meu grupo cair desmaiado, e era não para menos, pois o que vimos ali, é demasiado aterrador. Um cheiro podre, e quando nós que estávamos de pé, chegamos perto, vimos que era um monte de pombas amontoadas e bem decompostas.
Nos arrastamos aterrorizados até ao que estava caído, e quando ele acordou, o que foi em segundos, saímos correndo e nos refugiamos detrás da u única segunda porta que se abria.
Era um cômodo muito mais amplo que o minúsculo quartinho empesteado com o terror, mas era muito mais escuro que o anterior. Estávamos mortificados ainda, tremíamos como uns ratos encurralados, quando olhamos para trás vimos que existia, no meio daquela escuridão um vulto que parecia nos observar. Ansiávamos por um fim ao mistério que nos prendera lá, então novamente o mais estúpido gritou:
-- O que quer de nós?! E desesperadamente correu em direção ao vulto, que riu demoniacamente;
-- O que querem de mim? Vocês invadiram, e ousam perguntar! como se fosse várias pessoas falando, o vulto falou e cabelos negros começaram a surgir e formar um vulto com silhueta feminina. Foi quando vimos que, daquela aura que o cercava e destacava, era aquela mulher que não abria os olhos!
Uma gritaria geral, oriunda do nosso pavor, ecoou pela escuridão, fazendo a criatura, que adquiriu aquela forma para nos meter no mais profundo terror estava rindo, enquanto o mais estúpido corria e, quando chegou bem na sua frente, a viu que não havia, por baixo daquele manto ,uma forma palpável, desesperado, olhou para o rosto dela, quando viu seus dois olhos pela primeira e última vez.
Nós que estávamos na extremidade da porta, nos perguntando como aquilo foi parar lá, ouvimos um grito horrível de agonia, seguido de um barulho de mala caindo no chão. A risada diabólica ecoava em seguida. Lembro-me de ver aquilo se aproximando de nós, e meu amigo, do meu lado disse rápida e bruscamente, é ru-bro, caía para o lado, sem vida, enquanto eu virado para a porta desesperadamente tentando abrí-la.
Um olho que brotou da porta, branco com uma expressão sem vida, encarava o meu desespero, e consegui quando aquilo se aproximou de vez abrir a porta e corri para uma janela, saltei, caí em um matagal, corri para longa e nunca mais quis saber daquela mulher, daquela casa, daqueles olhos.


Meu primeiro conto de terror... comentem o que acham ^^

sábado, 31 de julho de 2010

Tudo vive por se misturar, por se conectar e influenciar mutuamente um ao outro. Mesmo um mero encontro normal trás mudanças tanto para o corpo quanto para o coração.
Exatamente por você ser alguém que sentiu dor, você entende o que é a verdadeira felicidade. Tenho certeza que você vai poder ensinar isto. Você só precisa acreditar!

xxxHolic
"Você não pertence só a si mesmo. Não há nada neste mundo que pertença só a você. Todos têm relações com outras pessoas e compartilham algo com elas por meio destas relações. É por isso que não somos livres. Mas é por isso também que somos incríveis, somos tristes e somos amados."

xxxHolic