sábado, 14 de agosto de 2010

Olho da sorte; olho do azar

Éramos três jovens, mas deles não darei muitos detalhes, pois o importante é a nossa estranha história. Sempre que voltávamos da escola, tinha um casarão velho, de aspecto sombrio, desse tipo que põe medo na maioria. Mais estranha era a habitante do lugar, uma mulher que sempre ficava na janela da casa e nunca abria os olhos. Diziam que ela ficava em todas as janelas da casa, ao passar da tarde. Muitos falavam que já a viram em duas janelas ao mesmo tempo, o que intrigava mais e mais o nosso grupo. Durante meses passávamos em frente ao casarão, inventando histórias malucas, mas nada mais maluco do que o que a realidade preparou para nos assolar.
Planejávamos por meses invadir aquele casarão, como um desafio, para que descobríssemos os mistérios ou apenas uma verdade triste. Ocupávamos todas as horas dos nossos dias refletindo uma oportunidade para entrarmos lá. Naquele dia lembro-me de ficarmos de tocaia na sorveteria que ficava em frente àquela casa sombria. Quanto mais olhávamos mais a rua toda parecia tomada por uma escuridão estranha e nefasta. Olhávamos atentamente, através do vitral daquele estabelecimento gélido, todos os movimentos daquela casa e por horas esperamos. De repente, debruçado sobre uma mesa escuto um grito bem animado:
-- É agora! -- o moleque mais alto gritava subitamente para instigar o mesmo ânimo nos outros.
Todos agora bem dispostos e ansiosos assistiam a estranha mulher bater o portão da casa com todo o ódio, e estranhamente andar com os olhos fechados, como se estivessem abertos, não esbarrando sequer em uma pedrinha. Todos esperavam encontrar a solução para o mistério daqueles olhos em algum objeto, ou algo assim.
O portão, nem foi considerado um obstáculo, sobrepujado que foi pela nossa agilidade juvenil. Em seguida, ultrapassamos a porta da frente e o mais estúpido disse que ela nem notaria o vidro quebrado já que nem abria os olhos. Todos repudiaram a ação, mas, mesmo assim, continuamos sem sequer pensar em reparar o dano. A sala era grande e suja, com farelos de pão nos cantos, como se tivessem sido varridos e deixados lá por preguiça, e havia também fiapos de poeira flutuando com graça por entre o grupo. Decidimos não nos separar, pois não havia luz e como as misteriosas janelas estavam fechadas de um jeito que não se podia abrir, parecíamos enclausurados lá. Todos se sentiam mal por causa do ar pesado de casa assombrada. Então "o do meio" sugeriu que subíssemos as escadas para ver os quartos, e fomos. Escolhemos a porta mais sombria, e com um encontrão, ela já estava se socando contra a parede. Lembro-me de ver um do meu grupo cair desmaiado, e era não para menos, pois o que vimos ali, é demasiado aterrador. Um cheiro podre, e quando nós que estávamos de pé, chegamos perto, vimos que era um monte de pombas amontoadas e bem decompostas.
Nos arrastamos aterrorizados até ao que estava caído, e quando ele acordou, o que foi em segundos, saímos correndo e nos refugiamos detrás da u única segunda porta que se abria.
Era um cômodo muito mais amplo que o minúsculo quartinho empesteado com o terror, mas era muito mais escuro que o anterior. Estávamos mortificados ainda, tremíamos como uns ratos encurralados, quando olhamos para trás vimos que existia, no meio daquela escuridão um vulto que parecia nos observar. Ansiávamos por um fim ao mistério que nos prendera lá, então novamente o mais estúpido gritou:
-- O que quer de nós?! E desesperadamente correu em direção ao vulto, que riu demoniacamente;
-- O que querem de mim? Vocês invadiram, e ousam perguntar! como se fosse várias pessoas falando, o vulto falou e cabelos negros começaram a surgir e formar um vulto com silhueta feminina. Foi quando vimos que, daquela aura que o cercava e destacava, era aquela mulher que não abria os olhos!
Uma gritaria geral, oriunda do nosso pavor, ecoou pela escuridão, fazendo a criatura, que adquiriu aquela forma para nos meter no mais profundo terror estava rindo, enquanto o mais estúpido corria e, quando chegou bem na sua frente, a viu que não havia, por baixo daquele manto ,uma forma palpável, desesperado, olhou para o rosto dela, quando viu seus dois olhos pela primeira e última vez.
Nós que estávamos na extremidade da porta, nos perguntando como aquilo foi parar lá, ouvimos um grito horrível de agonia, seguido de um barulho de mala caindo no chão. A risada diabólica ecoava em seguida. Lembro-me de ver aquilo se aproximando de nós, e meu amigo, do meu lado disse rápida e bruscamente, é ru-bro, caía para o lado, sem vida, enquanto eu virado para a porta desesperadamente tentando abrí-la.
Um olho que brotou da porta, branco com uma expressão sem vida, encarava o meu desespero, e consegui quando aquilo se aproximou de vez abrir a porta e corri para uma janela, saltei, caí em um matagal, corri para longa e nunca mais quis saber daquela mulher, daquela casa, daqueles olhos.


Meu primeiro conto de terror... comentem o que acham ^^

sábado, 31 de julho de 2010

Tudo vive por se misturar, por se conectar e influenciar mutuamente um ao outro. Mesmo um mero encontro normal trás mudanças tanto para o corpo quanto para o coração.
Exatamente por você ser alguém que sentiu dor, você entende o que é a verdadeira felicidade. Tenho certeza que você vai poder ensinar isto. Você só precisa acreditar!

xxxHolic
"Você não pertence só a si mesmo. Não há nada neste mundo que pertença só a você. Todos têm relações com outras pessoas e compartilham algo com elas por meio destas relações. É por isso que não somos livres. Mas é por isso também que somos incríveis, somos tristes e somos amados."

xxxHolic
"Para experimentar um certa quantidade de felicidade...você também deve experimentar a mesma quantidade de infelicidade, como pagamento...em outras palavras: um ponto de vista mais alto exige um vale mais profundo”

xxxHolic
“As pessoas vivem apegadas àquilo que traduzem como correto e verdadeiro, assim elas definem a realidade. Mas o que significa o correto e o verdadeiro? Meramente conceitos vagos ... subjetivos A realidade deles pode muito bem ser uma miragem. Podemos considerar que todos simplesmente vivem em seu próprio mundo, amarrados e cegados por suas crenças" não acha?

Frase do anime Naruto
"No tear que tece a nossa vida, não há pontas soltas. Todos os fios estão entremeados entre si... e estão... revestidos de significados"

xxxHolic

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Polar Bear

My shoes are made by a Polar Bear
Suddenly his store's closed
Even if I've knocked the door, rung the chime
I'm waiting for you on the ice field

My shoes are made by a Polar Bear
Where you've gone alone?
The snow is still falling and fading your footprints
How can I find a way?

Your big the tip of fingers had a lot of funny magic
You had worked on the piece of mine's for I'll be able to walk alone

You and I've not take a pledge
'Cos I can't disturb your freedom
But please don't forget if you could not come back
I'm wearing your special

The dazzling light is shining
And it makes to sink the castle
So I should decide to leave from my dear place

My shoes are made by a Polar Bear
Suddenly his store's closed
Even if I've knocked the door, rung the chime
I'm waiting for you on the ice field

My shoes are made by a Polar Bear
What do you watch from there?
But please don't forget if you could not come back
I've worn these 'cos they've made me special
I'm wearing yours that made me special one

Por: Tsukiko Amano

sábado, 17 de julho de 2010

"O passado atacará frequentemente o presente com a dor de suas memórias."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar.

Por: William P. Young

terça-feira, 13 de julho de 2010

Objetos Amaldiçoados

A torneira

Qual seria o mistério daquela torneira estranha e torta? Choramingava umas gotas
de igual estranheza, sem forma, sem sentido, beirando a imoralidade.
Certa vez não quis mais gotejar e pôs se a abrir sozinha e despejar uma enorme quantidade de um liquido negro e desconhecido, causando espanto a tudo e todos que a miravam, todos a detestavam, mas eram vãs as tentativas de retirá-la de sua pia. A pia era seu domínio, seu mundo, cercada de morbidez, como o autor está agora. Não fazia nada além de despejar asco de si para fora, num ato intencional e quase criminoso de causar medo nos corações mais variados, de pessoas igualmente variadas. Era um ciclo imoral de coisas sem sentidos, oriundos de todo o mistério daquela casa amaldiçoada.

by: Bruno Borin